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Archive for fevereiro \25\UTC 2009

Eu amo me angustiar. Só isso explica a minha insistência em participar do Orkut. Agressões desmedidas, opiniões inconsistentes e preconceitos goleiam o bom senso. Preciso aprender a me controlar antes de morrer de desgosto.

De qualquer modo, o Orkut mostra como uma parcela da população “pensa” sobre qualquer assunto e, é claro, o futebol está entre ele.

Dia desses, presenciei e participei de mais um round da batidíssima discussão entre Libertadores x Champions League. Pude, então, confirmar um fato (já tratado antes pelo Bernardo) curioso: o futebol é terra fértil para se transformar vícios em virtudes.

Antes de continuar, preciso deixar claro que amo a Libertadores! As maiores emoções futebolísticas da vida foram nessa competição. O Torneio sul-americano tem seu charme, sua beleza e sua magia.

Mas infelizmente…

Está anos-luz atrás da UEFA Champions League em muitas coisas.

Organização, dinheiro, glamour e nível técnico. Poderia citar outras, mas nem será preciso.

Quem ama o futebol torce por ele e não apenas pelo seu time. Quero, sim, ver os estádios locais mais bonitos, as camisas mais limpas de patrocínios estranhos, o gramado entapetado e as torcidas mais civilizadas.

Mas o sul-americano parece ter desenvolvido um preconceito rançoso contra o europeu. Um gesto muitas vezes de reação, mas que é de uma pobreza espiritual e intelectual sem tamanho.

Os defensores da Libertadores elogiam, e elogiaram na discussão que narro, a pedra na mão de Mario Soto, as invasões de campo, a violência sem proibição, o dopping, a deslealdade, o jeitinho brasileiro, os resultados arranjados. Pobres vitimas de um clichê, que ignoram que o São Paulo, era uma comunidade de São Paulinos, foi bicampeão esbanjando técnica e bancando o anti-dopping do próprio bolso…

Numa realidade distorcida a organização da UCL transformou a competição em algo pasteurizado e sem emoções. Esquecem que nossa emoção está atrelada aos NOSSOS times. A suposta falta de emoção da UCL decorre do fato de uma derrota do Barcelona não tirar o sono de ninguém.

Em quase um ano vivendo na Europa, e em contagem regressiva para voltar ao Brasil, pude vivenciar em um número quase incontável de vezes como os sul-americanos têm uma postura anárquica em relação às regras. Nem sempre isso é desvantagem! Não é por exemplo quando um argentino dribla meio time da Inglaterra, não é quando o anjo de pernas tortas desmonta um futebol cientifico e não é quando os franceses elegem um negro do interior de Minas como Rei maior do mundo.

De resto, amigos, é somente um arroto de recalque.

Amo a Copa Libertadores pela nossa latinidade em comum, mas me recuso a aceitar que a minha latinidade seja definida pelo jogo sujo ou, mais ainda, por um modo sujo de encarar a vida.

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Três textos disputavam a vaga nesse post. Pequenos retoques os valorizavam e desvalorizavam a cada instante. Nenhum deles abrira uma vantagem considerável: disputa acirrada.

Como é frequente em nosso blog, a atualidade não costuma ser critério decisivo. Furos de reportagem, nem pensar. Muito mais por incapacidade que por ideologia, penso eu. A gente faz o que pode. Tom Zé disse que só faz música com aspirador de pó, esmeril e enceradeira por conta de sua incompetência crônica com os instrumentos tradicionais. Um pouco mais grave talvez seja o meu caso.

Mas existem acontecimentos ímpares, como a conquista do tri-campeonato do São Paulo. Alguns fatos são incontornáveis, insistentes. Pertinentes, nos pertencem de tal modo que somos deles durante um tempo, e de mais ninguém. Pois, a atuação do Kléber em sua estréia pelo Cruzeiro, na Copa Libertadores, não me deixou opções. Os três textos que disputavam o estrelato neste blog foram ofuscados pelo brilho do raio que caiu no Mineirão na noite de quinta-feira. As possíveis palavras líricas que tabelariam com o futebol foram fulminadas; sobrou, um pouco, para a minha língua.

A fugacidade do raio deixa a seguinte pergunta para os cruzeirenses: qual a possibilidade de um raio continuar caindo no mesmo lugar até o final da Libertadores?

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O maior leet de todos os tempos

Segundo a Wikipédia, Leet “é uma forma de se escrever o alfabeto latino usando outros símbolos em lugar das letras, como números por exemplo. A própria palavra leet admite muitas variações, como l33t, 1337 ou l337. O uso do leet reflete uma subcultura relacionada ao mundo dos jogos de computador e internet, sendo muito usada para confundir os iniciantes e afirmar-se como parte de um grupo.”

E então? Qual é o maior Leet de todos os tempos?

Não, não acho que Maradona seja o maior jogador de todos os tempos, mas a junção da palavra mais usada para descrevê-lo, “Dios”, com o número que ele carregou em suas costas , “10”, é simplesmente genial…

Como era D10S!

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Pouca coisa podemos dizer do São Paulo nos anos sessenta. Focado em construir o seu estádio, o tricolor abdicou de títulos. Alguns chegam a dizer que o São Paulo resolveu construir sua casa diante da certeza de que seria impossível vencer o time do Rei. Seja uma seca planejada ou casual, a verdade é que foi uma boa época para investir no Morumbi.

Nesses anos cinzentos um jogador se destacou: Roberto Dias. O zagueiro oriundo das categorias de base era uma ilha de classe! Habilidoso e técnico, Dias conseguia até mesmo aplicar chapéus em Pelé… A torcida da época, certamente diferente da que hoje povoa o famoso site de relacionamentos, parecia não se importar com a impossibilidade de ganhar títulos. Os torcedores iam ver Roberto Dias jogar, aliás, iam ver o espetáculo do futebol. Antes de se tornar refém de seu próprio sucesso, a torcida São paulina amou o futebol! Pois nos anos em que cada centavo arrecadado pela equipe se transformou em cimento era isso que Roberto Dias representava: o futebol em sua essência.

Quando Dias morreu em 26 de setembro de 2007, fiz o poema que avança tristemente algumas linhas abaixo. Obrigado, Roberto!

Um poema chamado Roberto Dias.

Nos anos sem casa…

No tempo sem teto.

Nos anos de
cimento;
chumbo
e concreto.

Dias de paz…
Classe
E Roberto.

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Viver como Heleno

Houvesse um Deus no céu
eu pediria
Com toda certeza da fé:

Permita, Deus!
viver como Heleno!
Permita, Deus!
morrer como Pelé!

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