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Archive for outubro \18\UTC 2009

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Muito se fala que o Futebol é uma linguagem universal, tal qual a Matemática, em qualquer lugar que você vá todos conhecem e sabem o que significa, para uns mais para outros menos. Valores são coisas valiosas dentro e fora dos campos, ou sejá, o que você ensina no campo, numa entrevista, nas declarações, aquilo não é só para a Imprensa, mas sim para todos que assistem, todos que te seguem na sua carreira.

Você se pergunta o que isso tudo tem a ver, bom, vimos que a Argentina teve dificuldaddes para se classificar para o Mundal de 2010, e com isso a imprensa fazendo sua parte, fazia cobranças e críticas perante a figurinha Diego Maradona, técnico de seleção tem que ter um comportamento exemplar, e ainda mais ele que é ídolo dentro e fora do seu país, teve mais uma atitude que carimba sua foto do lado da tag #epic_fail.

Logo após a classificação dos hermanos em uma entrevista coletiva Maradona falou o seguinte: “Aos que não achavam que iríamos à Copa, com perdão às damas aqui presentes, que chupem e continuem chupando”, um desabafo, mas, de forma errônea, como técnico de uma seleção tem que aprender que cobranças vêm com resultados ruins, e foi o que estava acontecendo, ser humilde lhe rende boa fama e ser um idiota também.

Devido a declaração o presidente da Fifa, Joseph Blatter através da FIFA irá analisar um meio de processo disciplinar. A Imprensa é muito importante para o futebol e  Joseph Blatter sabe disso, nada melhor que punir aqueles que não sabem mediar suas palavras.

Quem é melhor? Pelé ou Maradona… Depois dessa e outras mais do que nunca digo que o Pelé tem o meu respeito.

Via: Esporte Terra

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“Lá & Cá” convida – Daniel Pretti

Daniel está, justo agora, ao lado de imortais como Nelson Rodrigues, Armando Nogueira, Carlos Drummond de Andrade; todos convidados por nós. Mas na próxima vez, Daniel, sinta-se à vontade para publicar o texto por conta própria. E para situar-se, novamente, ao lado dos mortais que escrevem neste blog.

É ou não é futebol? – Um olhar americano sobre o futebol

Nos Estados Unidos, o pais onde por excelência não se pratica futebol, os jornais antigamente publicavam, quando uma partida terminava em 0x0, a lapidar expressão: null. Ou seja, na ótica americana não havia acontecido nada num jogo em que o resultado era 0x0. Não é de se estranhar que o jogo nunca tenha vingado na terra dos ianques, o 0x0 é um resultado muito comum no futebol. E não só o 0x0, o empate é um resultado que está dentro das possibilidades do futebol. Num pais de vencedores, melhor ser derrotado do que empatar – mesmo a derrota pode ser heróica. Afinal, “como tirar alguma lição de um empate?”, nos diriam eles.

Dizer que não acontecera nada num jogo 0x0 é compreender o futebol pelo seu resultado. “Futebol é bola na rede”, diz o ditado. Mas, de fato, o que faz o futebol ser o que ele é não é o gol isoladamente. Quem realmente aprecia futebol sabe muito bem que a “bola na rede” é a cereja em cima do bolo – “detalhe”, diria outra expressão. Imprescindível, porém, insustentável por si só. Ninguém vai a um jogo para assistir somente gols, assim como ninguém vai a uma festa para comer cerejas. Se assim fosse, futebol seria cobrança de penalti. Ou ainda, como fizeram os americanos para tornar “a coisa” mais atrativa, apenas series de “shoot out”.

Os americanos não jogam futebol porque não sabem ao certo do que se trata. Ser (jogar) e pensar (compreender) são, de alguma maneira, o mesmo, como já nos dizia Parmênides. Segundo o olhar americano, quando dois adversários se enfrentam, e um não subjulga o outro, não vence no placar, é sinal de fraqueza. Talvez até a ponto de se poder dizer: não houve futebol.

Ledo engano. No Brasil, país onde por excelência onde se joga futebol, existem 0x0 homéricos, tanto quanto derrotas e vitórias heróicas. O empate pode ser um embate de gigantes, como se define a filosofia para Platão.

Brasil e Venezuela

O 0x0 entre Brasil e Venezuela não foi nem homérico, nem heróico. Difícil saber se o Brasil jogou ou não futebol no plano geral da partida. Não há dúvida que o Brasil lutou e fez uma boa apresentação, considerando as circunstâncias de ter tido um jogador expulso pateticamente pelo juiz. Digo pateticamente porque se o jogo fosse no Centenário de Montevidéu é difícil saber se o juiz marcaria falta naquele lance.

O que faltava para que o Brasil jogasse futebol era uma causa. Dizer que os jogadores são profissionais e têm de suar a camisa, é correr o risco de dizer que futebol se faz de suor – assim como a corrida – e não com suor. O Brasil correu. Suou. Mas ainda assim faltava um porque… Alguns jogadores queriam garantir um lugar no grupo que vai para a Copa do Mundo, por isso tinham um propósito no jogo. Sim, entretanto, isso não faz com que o Brasil como um time, um coletivo, estivesse motivado para jogar futebol. Um time não é um amontoado de gente com motivações individuais, mesmo que elas existam.

Por outro lado, a Venezuela, sem sombra de dúvidas, não jogou futebol. Fez presente em ato talvez o maior dos paradoxos já abertos pela tradição parmenídica, desde seu poema tão espizinhado que diz que “o ser é, e o não-ser não é”. A saber: como pode o anti-jogo fazer parte do jogo? Como pode um time que se propõe desde o primeiro minuto a não perder, isto é, a não jogar tanto quanto fazer com que o outro não jogue, seja bem sucedido em sua empreitada? Como pode que o fraco subjulgue o forte sem ganhar, e que o não ser, o anti-jogo, seja parte do jogo?

O Brasil lutou contra isso, quando se apercebeu dessa profunda contradição em jogo. Só começamos a jogar futebol quando surgiu o paradoxo em questão, quando dentro do jogo brotou esta motivação metafísica. Simbolizada pela figura do juiz. A implacável figura do juízo.

Depois da expulsão do jogador brasileiro e do recorrente anti-jogo venezuelano, ignorado pelo juiz, o Brasil, como um time, queria mostrar-se superior a tudo isso. Jogar acima de tudo e de todos os adversários, fazer valer sua força no jogo. De alguma maneira arbitrar sobre os rumos do real. Agora sim, tínhamos adversários a altura de alguma grandeza, adversários que dessem algum sabor a nossa vitória. E com isso o time jogou. E jogou bem. Mas faltou um detalhe…

Ou talvez não tenha faltado nada, só o tempo dirá. A vida é assim, também é feita de empates, mesmo quando se merece a vitória. Compreender o significado de um empate é a grande possibilidade de se engrandecer que o futebol nos apresenta. Tornar-se humilde frente à impossibilidade de certeza do resultado mesmo sem efetivamente perder. Isso é, não graças ao êxito de um adversário mais fraco, já que esse nem vencedor saiu, mas graças ao arbítrio da própria vida, que, sem porque, colocou a bola da trave para fora e não da trave para dentro. Duas vezes.

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Na folha de SP de hoje, Juca Kfouri reservou algumas linhas pra falar do Tostão. e do pioneirismo do craque em recusar a ajuda em dinheiro, público, aos campeões mundiais. Juca ainda revela que o Dr. Eduardo pediu demissão da TV Bandeirantes por não concordar com o merchan, e as implicações éticas dessa política, da emissora.

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Alguém, muito próximo mesmo, havia avisado. Não escutei. Quando sugeri que a superioridade do Cruzeiro frente ao Atlético – lembremos: na época, onze jogos, dez vitórias celestes e um empate, mais dois placares de cinco a zero nas duas últimas finais do Campeonato Mineiro – só poderia ser explicada por um castigo dos céus, tinha em mente os castigos que transbordam nas tragédias gregas. (mais…)

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Hoje sou um apaixonado pelo futebol europeu, mas nem sempre foi assim. Em um passado não muito distante era quase impossível achar um canal que fizesse uma transmissão regular dos campeonatos da Europa. Sem internet e revistas especializadas as histórias chegavam quase em forma de lenda. O futebol do velho mundo era um campo de sonhos e mistérios. Tudo era novidade.

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Folheando o livro Quando é dia de futebol atrás de um texto que muito me marcou, esbarrava toda vez em textos que me marcaram. Carlos Drummond de Andrade não escrevia sobre futebol com a frequência de um Nelson Rodrigues. E pouco importa. Basta aquele em que Drummond incorpora uma frase proferida por Dadá Maravilha, na saída do campo, elevando-a ao estatuto de ensinamento universal. Ou este, sobre um menino que vai ao estádio pela primeira vez. (mais…)

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