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Archive for dezembro \17\UTC 2009

Quem me conhece sabe o quanto sou contra a realização da Copa do Mundo e das Olimpíadas no nosso país. Não porque pense que nosso povo não mereça tão grandiosos eventos ou porque acredite que não os conseguiremos realizar da melhor maneira possível.

Minha ressalva é baseada no que foi feito antes, durante e após o Panamericano do Rio de Janeiro. Uso do dinheiro federal – além de desperdício do mesmo, falta de incentivo ao esporte e uma porção de elefantes brancos que restaram em terras cariocas, já que nosso comitê olímpico pelo jeito não sabe como aproveitar as instalações devidamente. Portanto, quero deixar aqui uma dica.

Estou me referindo ao portal Rede de Fiscalização e Controle da Copa de 2014, lançado há poucos dias pelo nosso “tão exemplar e competente” Congresso Nacional. Através dele poderemos “acompanhar a aplicação dos recursos públicos e a denunciar irregularidade às entidades” que fiscalizarão o evento.

Acho que devemos ficar de olho no site e principalmente, nos preocuparmos em como NOSSO dinheiro está sendo gasto. Tanto a Copa quanto as Olimpíadas são oportunidades bacanas para nosso país, mas dinheiro público não quer dizer que ele não pertença a ninguém.

PS: Esse é um assunto que acho um tanto chato, mas que considero ser de suma importância para todos os brasileiros.

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Vamos ser sinceros, há vários meses, quando o Andrade assumiu, ainda que interinamente, o Flamengo, quem acreditaria que ele poderia levar o time ao título brasileiro? Quem apostaria que o “ex-jogador” Dejan Petković seria capaz de jogar uma partida completa e digo mais, virando o maestro da equipe? Quantas pessoas viram a contratação do Adriano como uma jogada de marketing, já que ele não estava feliz ao ser um profissional?

Quando o Flamengo acenou como um candidato real a campeão brasileiro de 2009, muitos jornalistas temiam que o título seria uma premiação a desorganização, ao amadorismo e a tudo mais que existe de pior no futebol. Mas sejamos sinceros, talvez eles tenham mesmo razão.

No meio de um tumultuado processo político, sem um centro de treinamento decente, até pouco tempo com salários atrasados e devendo milhões de dólares a Deus e o mundo, talvez o Flamengo não merecesse mesmo esse campeonato. Talvez apenas os clubes organizados devessem ser campeões, porém, o futebol felizmente é feito do imponderado, é feito de raça e é feito de equipes que sabem aproveitar seu momento e a equipe da Gávea soube fazer isso, soube agarra com unhas e dentes um campeonato que diversos outros clubes bem estruturados não quiseram ganhar.

Mas se a vitória rubro-negra merece um rótulo, acho que esse é o de “O título da humildade”. A humildade do seu principal jogador que anda de chinelo pela favela, a humildade de uma equipe formada por Ronaldos Angelins, Airtons e Brunos Mezengas, a humildade de seus milhões de torcedores que vivem em situação de vida pior que a aceitável e a humildade de seu treinador que ao longo das rodadas preferiu tratar bem os jornalista do que falar mais do que devia e se autoproclamar o melhor do mundo.

Andrade inclusive que tornou-se o primeiro técnico negro a ser campeão brasileiro e se tinha uma pessoal que merecia levar o caneco, essa era o Tromba. Sujeito de poucas palavras, que construiu sua carreira profissional dentro do clube e mesmo assim era tratado sem o devido respeito.

Remanescente daquela geração de ouro que conseguiu conquistar tudo o que era possível, Andrade consegue mostrar como técnico aquilo que fez dentro de campo: serenidade, inteligência e trabalhar sem chamar os holofotes para si. Um homem que destoa dos demais em sua profissão pois como técnico não demonstra se achar mais importante que os jogadores e conseguiu fazer com que seus atletas dessem um pouco mais do que de costume.

Alguns tentarão desmerecer a façanha flamenguista argumentando ainda que esse foi o pior campeão dos pontos corridos ou que tivemos a vida facilitada pelos rivais na reta final, mas o fato é que somos campeões brasileiros depois de longos e inglórios 17 anos e como sabiamente disse Lamartine Babo ao compor o lindo hino rubro-negro, “Eu teria um desgosto profundo,/Se faltasse o Flamengo no mundo.”

[Imagem via GloboEsporte.com]

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Gosto profundo

Nós, aqui neste blog, não precisamos ser pragmáticos nem analistas táticos. Na condição de amadores ressoa o privilégio de escrever apenas sobre o que se ama. Pelo menos, há um ano, em minha inauguração deste espaço virtual, senti-me no direito de não escrever sobre a disputa na reta final do Brasileirão para discorrer apaixonadamente sobre um jogo da Copa Sulamericana. Mais ainda: sobre um mero detalhe ocorrido numa ocasião já esquecida. Para dizer-lhes o seguinte: “Tudo tem limite, até mesmo o amor”.

As coisas mudam em um ano. (mais…)

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