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Archive for dezembro \13\UTC 2010

O gol mais rápido da história

Há mais de uma década, um campeonato de videogame confirmou minha simpatia pelo Arsenal. Dos melhores times a serem escolhidos (Milan, Real, Barcelona, Manchester) foi o que restara. Sem conhecimento minucioso do jogo, venci os oponentes mais temidos. Na final, 5 x 0, só no primeiro tempo. Parecia até o Cruzeiro na final de 1966. Fora isso, o estilo de jogo do Arsenal na vida real sempre me impressionou. Até quando perdia. Os toques rápidos na beira do campo desafiando o limite da linha lateral sustentavam minha queda pelo time inglês.

Pois esse ano tive a oportunidade de ver uma partida in loco. Isso mesmo. Uma partida no Emirates Stadium. E não qualquer partida: Arsenal X Milan. Comprei o ingresso pela internet. Depois descobri que o ingresso estaria a caminho do Rio de Janeiro exatamente quando eu estaria a caminho de Londres. Cruzaríamos no ar, talvez. Ligações desesperadas para esclarecer a situação. Desespero por não entender uma palavra do inglês britânico do atendimento eletrônico. E alívio ao conseguir falar com uma atendente real. Simpatia, gentileza e graça fizeram meu mundo se reestabelecer. Claro, eu poderia retirar meu ingresso na bilheteria alguns dias antes do jogo.

Dia do jogo: muita movimentação na redondeza do estádio. Cachorro-quente, barracas vendendo camisas sem dar nota fiscal, broches e cambistas ganhando a vida. A dúvida extinguiu-se por completo: o futebol é mesmo a atividade mais universal de nosso tempo. Tanto que o jogo foi bem comum. Nada de especial. Afinal, tratava-se de um torneio amistoso. Resultado: um a um.

Mas a normalidade do jogo pouco importou. Não tanto pela preliminar, Lyon versus Celtic, primoroso dois a dois, no qual um lance desenhado no limite da linha lateral dissipou meu arrependimento de haver preterido a National Gallery à partida preliminar. O fato é que o jogo já estava ganho. Entregar meu bilhete para o funcionário, sentir o frio na barriga à espreita do sinal verde na roleta, cruzá-la, e me dar conta que estava dentro do Emirates soou como um gol, desses que confirma um título. Desses que entopem-nos sentidos e nos faz gritar e levantar os braços, jeito único de comemorar aquele momento tão esperado. Ainda que comigo mesmo.

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