Feeds:
Posts
Comentários

Archive for the ‘Campeonato Carioca’ Category

Bem amigos da Rede Bobô, estamos mais uma vez aqui para discutir sobre as besteiras que os técnicos falam, e bom isso não é só mérito dos Brasileiros, muitos técnicos renomados já cometeram gafes, ou falaram abobrinhas em algumas entrevistas para a imprensa.

O Técnico do Flamengo, atual Campeão Brasileiro, aponta que os problemas com seus jogadores faz tudo parte de uma conspiração.  E ai Kajuru essa desculpa cola?

Depois dos Vários vexames do Adriano, em brigas com sua mulher, presenteando mãe de traficante, Vagner Love escoltado por traficantes no morro e o Bruno dando declaração que sair no tapa com a mulher é comum, isso tudo faz parte de uma conspiração para separar o grupo super unido do Flamengo. Os culpados? Os times paulistas é claro, mais especificamente São Paulo e Corinthians, dois times que sempre estão juntos em conspirações não é mesmo?

Andrade seu time pode estar indo muito bem, mas assuma os erros dos seus jogadores em vez de jogar nas costas de outros times que não tem nada a ver com esses acontecimentos, tome uma postura como a presidente do Flamengo tomou em relação ao Adriano(onde declarou que se coisas daquele tipo voltassem a acontecer o contrato dele seria rescindido), faça o papel de técnico, de comandante do time, e se não tem nada para falar que seja concreto, não fale.

Via: Globo Esporte

Anúncios

Read Full Post »

chorando

A semana começa, como de costume, com uma das instituições mais tradicionais do povo brasileiro:

O Chororô.

(mais…)

Read Full Post »

Caminho para a distância é o nome do primeiro livro de poesias do Vinicius de Moraes. Aos poucos, estou me inteirando. Mas nada encontrei no interior que superasse o impacto do título, ainda. Geralmente se caminha para aproximar-se do que quer que seja. Mas, de fato, é impressionante como conseguimos nos afastar em tentativas laboriosas de aproximação. O avesso também ocorre: a fuga pode fatalmente nos aproximar do que a motiva.

Nelson Rodrigues exaltava os benefícios de assistir a uma partida nas Laranjeiras, o aconchego, a proximidade do acontecimento: de perto, o cheiro do suor torna-se requisito indispensável para confirmar que não se trata de marmelada, que os jogadores estão realmente suando a camisa. No Maracanã, dizia, tudo é muito vago e longínquo: insuportavelmente seco e distante. Nas Laranjeiras uma pelada tornava-se impactante, uma reles cobrança de lateral inflamava o torcedor. Em mensagem subliminar, sugeriu que se a final da Copa de 50 tivesse ocorrido nas Laranjeiras, ou o Brasil golearia o Uruguai ou um torcedor acertaria o Gighia naquela jogada de linha de fundo, antes ou depois do lance. Tudo, menos aquele silêncio infernal.

Eis que num intervalo de dois dias tive a oportunidade de participar dos dois lugares. Presenciei, no domingo, a vitória do Flamengo sobre o Botafogo. Na segunda acompanhei o treino do Fluminense nas Laranjeiras. E constatei: Nelson Rodrigues estava certo; estava. Apesar de reconhecer cada linha da crônica ao contemplar o belo (porém descuidado) campo tricolor, foi no Maracanã que acabei de compreender aquela exaltação às Laranjeiras. A partida entre Botafogo e Flamengo foi lastimável. Bola na canela, passes errados, jogo truncado, e um mísero gol contra, que sequer tornar-se-ia bonito caso fosse à favor. Uma autêntica pelada. Mas muita coisa aconteceu.

Raras vezes presenciei tão forte ousadia, beleza e virada de jogo. Beleza provida da torcida de Flamengo e Botafogo; ousadia oriunda de um botafoguense que, entre milhares de flamenguistas, torcia e retorcia como se estivesse entre alvi-negros; virada de jogo da massa rubru-negra para cima de mim e dos adversários. Imaginava que a torcida do Flamengo tinha sua força, mas não sabia que era tamanha. Até então só havia tido experiências estreitas, um, três, seis, não mais que dez flamenguistas ao meu redor. O canto e paixão dos incontáveis no meu entorno escancararam que a torcida rubro-negra, em estado de massa, é maravilhosa, enquanto o torcedor rubro-nego singular é um ser insuportável. Sim, também virou o jogo para cima dos adversários, que acreditavam apertar a ferida dos rubro-negros relembrando-lhes sua condição social, quase esquecida durante o jogo de futebol, ao cantar “- Favela, favela, silêncio na favela!”. Domingo, descobriram que o futebol não é tão alienante: o canto era “- Favela, favela, é festa na favela!”.

Se Nelson Rodrigues enxergou no Maracanã uma distância, frieza e esterilidade ausentes nas Laranjeiras, encontrei no Maracanã uma proximidade, paixão e fertilidade ausentes na televisão. Nenhuma câmera especial, tampouco uma absurda quantidade delas, nenhum microfone de última geração, é capaz de nos aproximar do jogo. Se a construção do estádio Mário Filho significou um passo no distanciamento do jogo de futebol, a transmissão das partidas através do televisor significou um salto. A TV transmite ainda menos cheiro que o Maracanã.

Read Full Post »

Pela primeira vez, assisti a um Fla X Flu, no Maracanã. Não me senti à vontade para escrever sobre o jogo. Um tema, envolvendo o resultado (1 x 1), morreu pré-maturo. O fato é que estava intimidado. Num sentimento parecido com aquele provocado pela frase de Adorno, “Não é possível fazer poesia depois de Auschwitz”, me sentia rodeado pela afirmação “Não é possível escrever sobre um Fla X Flu depois de Nelson Rodrigues”. Claro, apelei para o relato de minha experiência particular, deslocando a atenção do objeto para o sujeito. Minha sincera revolução copernicana.

Foi… Bom, quer dizer, foi quase bom. Não tiveram jogadas encantadoras, o primeiro tempo se arrastou num zero à zero, o estádio não estava cheio e nenhum dos dois times corria risco de desclassificação. Mas ocorreram gols, um pra cada lado, pude ver as torcidas explodirem de emoção, e a organização do evento, diga-se de passagem, estava exemplar. Apesar de não ser bem isso que se espera de um Fla X Flu no Maracanã. Eu trocaria uns quarenta minutos à mais na fila por um gol de barriga decidindo o campeonato. Concordo que a expectativa não poderia ser tamanha, pela própria circunstância da partida, mas um três a dois, de virada, passava pela minha cabeça. Enfim: foi bom.

Alguém me consolaria dizendo que a primeira vez dificilmente se passa como o desejado. E mais, diria que nossas expectativas são a causa de nossos maiores males, o motivo de todas as nossas decepções, e imediatamente lançaria um discurso sobre a abolição das esperanças: assim, livres do mal que restou na Caixa de Pandora, tudo se mostraria digno de admiração, como se contemplássemos as coisas sempre pela primeira e última vez. Faz algum sentido. Mas, fóssemos assim, não nos deleitaríamos tanto diante da atuação do Barcelona diante do Bayern de Munique.

Fim de primeiro tempo: quatro a zero, dois gols de Messi, um de Henry e outro de Eto´o. Quando o Cruzeiro, após vencer o Campeonato Mineiro, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro, em 2003, contratou o Rivaldo, as pernas dos adversários bambearam. À toa. O Cruzeiro imaginado não entrou em campo. Na Copa do Mundo de 2006, o suposto Brasil não foi à Alemanha. Digo isso pelo seguinte: imaginem Eto´o, Henry e Messi num só time; pois foi essa imagem que realmente entrou em campo quarta-feira. Dia marcado pela exaustão de todas as espectativas. Pareceu, por isso, que estávamos assistindo uma partida de futebol pela primeira vez, enquanto a equipe espanhola jogava como se fosse pela última. Espero, ansiosamente, o próximo jogo, conste nele o Barcelona ou Flamengo e Fluminense.

Read Full Post »

Na ida para o Maracanã surgiu-me a seguinte questão: é de corpo e alma que o torcedor pertence ao seu time? Pois no metrô vi um botafoguense de corpo, e alma de flamenguista. Cantava e gritava sozinho esbanjando confiança e ousadia, andava como um torcedor do Flamengo, de cabeça erguida e sem se importar com a apatia dos que lhe cercavam. Mas, paradoxalmente, a sua notória atitude exibia mais a dos outros torcedores, apática, ressabiada: iam para o estádio como quem ia ao cinema assistir a um drama que revigora.

Mas desta vez um final feliz. Enfim, um título! E com um sonoro, indiscutível, três à zero. O grito “- É campeão” foi expelido pelo botafoguense, sem qualquer hesitação, com os dois pés no alto, nenhum deles atrás.

Na volta para casa, a apatia me pareceu a mesma. Claro, um sorriso no rosto, menos peso nas costas, porém nada efusivo, contaminador, contagiante. Um ou outro se exaltava, sem que a exaltação fosse como uma fagulha que esbarrasse em gasolina. Concluí que alguns fatos são incapazes de transformações profundas. Se o Botafogo um dia vencer a Libertadores e Mundial de Clubes, o time e os torcedores terão se transformado? Pois o Flamengo não vence uma competição continental ou mundial faz algum tempo e seu torcedor continua insuportavelmente confiante. Segundo Nelson Rodrigues, chegará o dia em que a camisa do Flamengo jogará sozinha, por tamanha força. Disse também que os torcedores dos mais diversos times muito se parecem, mas o do Botafogo pode ser reconhecido sob qualquer condição, já que seu pessimismo não permite qualquer disfarce. Então, me perguntei: embaixo dos trajes de Schopenhauer jazia uma camisa do alvinegro carioca?

250px-schopenhauer3

Devem existir flamenguistas com alma de botafoguense, mas são raridades, assim como aquele solitário que esbanjava ânimo na ida para o jogo. Queria tê-lo visto na volta.

Read Full Post »