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Archive for the ‘Fluminense Football Club’ Category

chorando

A semana começa, como de costume, com uma das instituições mais tradicionais do povo brasileiro:

O Chororô.

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robert enke

Ontem os fãs de futebol receberam uma triste notícia: o goleiro Robert Enke se matou jogando seu carro embaixo de um trem. O jogador, embora não fosse extremamente popular no Brasil, passou por Benfica, Barcelona (entre outros clubes), atualmente jogava no Hannover 96 e era presença certa na convocação da seleção alemã na próxima copa.

Talvez a primeira sensação seja a de perplexidade. Como pode um jogador que tem fama e dinheiro cometer suícidio? Esse tipo de pensamento só reforça o quanto temos dificuldade em enxergar os futebolistas como… pessoas! Seres que possuem vida social, problemas e estão, como nós da arquibancada, igualmente sujeitos à altos e baixos.

Enke havia perdido uma filha de dois anos e aparentemente a infecção que o afastou dos gramados só agravou seu caso crônico de depressão.

Estamos tão acostumados em enxergar nossos jogadores prediletos como deuses, que muitas vezes esquecemos que a morte é implacável até mesmo  para os grandes gênios da bola. A morte mais comum de um jogador é a velhice, quando as rugas e os cabelos brancos nos fazem esquecer que ali reside um craque. Não, leitor. Não há fuga. Se a beleza do futebol é tabelar a cada segundo com a vida temos que aceitar que a morte é o grande momento dessa partida.

A primeira história de suícidio que tive notícia foi a do, ex-goleiro do Fluminense, Castilho, quando ele deu seu último vôo do sétimo andar de um prédio.

A lista de jogadores suícidas não vai do goleiro ao ponta-esquerda, mas podemos citar os casos do ex-americano Maneco (que se matou por uma dívida de quarenta contos), Yiannis Koskiniatis, da terceira divisão grega e ainda o meia Sarkis Aroyana da seleção sub-19 da Armênia…

Ao pesquisar sobre o grande Castilho acabei por cair no livro “À sombra de chuteiras imortais” do grande Nelson rodrigues. Já havia lido o livro uma vez, mas tinha me esquecido da principal lição da história: nesse jogo, só as chuteiras são imortais.

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Em 1984 o Fluminense comemorava o seu primeiro campeonato brasileiro já no final da chamada “Máquina Tricolor”. No ano seguinte o clube ganharia mais um estadual e se tornaria tricampeão carioca.

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Pela primeira vez, assisti a um Fla X Flu, no Maracanã. Não me senti à vontade para escrever sobre o jogo. Um tema, envolvendo o resultado (1 x 1), morreu pré-maturo. O fato é que estava intimidado. Num sentimento parecido com aquele provocado pela frase de Adorno, “Não é possível fazer poesia depois de Auschwitz”, me sentia rodeado pela afirmação “Não é possível escrever sobre um Fla X Flu depois de Nelson Rodrigues”. Claro, apelei para o relato de minha experiência particular, deslocando a atenção do objeto para o sujeito. Minha sincera revolução copernicana.

Foi… Bom, quer dizer, foi quase bom. Não tiveram jogadas encantadoras, o primeiro tempo se arrastou num zero à zero, o estádio não estava cheio e nenhum dos dois times corria risco de desclassificação. Mas ocorreram gols, um pra cada lado, pude ver as torcidas explodirem de emoção, e a organização do evento, diga-se de passagem, estava exemplar. Apesar de não ser bem isso que se espera de um Fla X Flu no Maracanã. Eu trocaria uns quarenta minutos à mais na fila por um gol de barriga decidindo o campeonato. Concordo que a expectativa não poderia ser tamanha, pela própria circunstância da partida, mas um três a dois, de virada, passava pela minha cabeça. Enfim: foi bom.

Alguém me consolaria dizendo que a primeira vez dificilmente se passa como o desejado. E mais, diria que nossas expectativas são a causa de nossos maiores males, o motivo de todas as nossas decepções, e imediatamente lançaria um discurso sobre a abolição das esperanças: assim, livres do mal que restou na Caixa de Pandora, tudo se mostraria digno de admiração, como se contemplássemos as coisas sempre pela primeira e última vez. Faz algum sentido. Mas, fóssemos assim, não nos deleitaríamos tanto diante da atuação do Barcelona diante do Bayern de Munique.

Fim de primeiro tempo: quatro a zero, dois gols de Messi, um de Henry e outro de Eto´o. Quando o Cruzeiro, após vencer o Campeonato Mineiro, a Copa do Brasil e o Campeonato Brasileiro, em 2003, contratou o Rivaldo, as pernas dos adversários bambearam. À toa. O Cruzeiro imaginado não entrou em campo. Na Copa do Mundo de 2006, o suposto Brasil não foi à Alemanha. Digo isso pelo seguinte: imaginem Eto´o, Henry e Messi num só time; pois foi essa imagem que realmente entrou em campo quarta-feira. Dia marcado pela exaustão de todas as espectativas. Pareceu, por isso, que estávamos assistindo uma partida de futebol pela primeira vez, enquanto a equipe espanhola jogava como se fosse pela última. Espero, ansiosamente, o próximo jogo, conste nele o Barcelona ou Flamengo e Fluminense.

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