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Archive for the ‘Grandes craques’ Category

Ontem o Cruzeiro perdeu para o Ceará com um gol de Lopes. Lopes, ao leitor esquecido, pode não ser um nome familiar, mas o herói de jogo de ontem já foi uma promessa de craque, um novo Rivaldo “o cara” do futebol brasileiro.

Mas aí caiu sobre o “craque” em questão aquilo é o câncer do jogador de futebol moderno:

A marra.

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Os campos de futebol amanheceram menos poéticos nessa segunda-feira. O jornalista Armando Nogueira nos deixou vitimado por um câncer.

Não é exatamente o meu perfil lamentar a morte. Por diversas vezes falei do tema neste blog. A morte é conseqüência do jogo. É o apito final inerente ao apito inicial, mas a tristeza pela partida do grande mestre é inevitável.

Armando sempre enxergou o futebol de modo diferente. Pra além dos passes e dos chutes. Época boa em que era possível vê-lo na TV aberta traduzindo os jogos em versos. Era como se o futebol ganhasse um tempo extra. Era como se algum cartola da International Board determinasse que depois de dois tempos de prosa haveria um de poesia.

Esse blog, pelada desajeitada entre o futebol e o lirismo, não existiria sem a inspiração do grande Armando Nogueira. Inspiração que, aliás, falta em nossos craques, pobres analfabetos da história de nosso futebol, cegos para a própria arte que criam.

A luz de cada refletor é pequena pra escuridão desse dia.

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adeus

Houve um tempo em que jogávamos futebol na rua. Não havia aquecimento e nem preleção, mas havia discussões calorosas sobre a rodada, sobre a seleção que ainda era brasileira, deliberações sobre as camisas mais bonitas, sobre as melhores marcas de bolas e ali, sem saber, falávamos sobre a vida.

Numa dessas mesas redondas surgiu a notícia de que o Cruzeiro havia contratado o Sorin.

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Na folha de SP de hoje, Juca Kfouri reservou algumas linhas pra falar do Tostão. e do pioneirismo do craque em recusar a ajuda em dinheiro, público, aos campeões mundiais. Juca ainda revela que o Dr. Eduardo pediu demissão da TV Bandeirantes por não concordar com o merchan, e as implicações éticas dessa política, da emissora.

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No ano passado, o filme Maradona by Kusturica estreou nas salas de cinema de Portugal. Na correria para voltar ao Brasil acabei perdendo a oportunidade de vê-lo nos dois países em que me dividi em 2009.

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Eu confesso, querido leitor.

Sinto uma certa vaidade em pertencer a uma geração de São Paulinos que viu seu time conquistar o mundo por três vezes. Por tantas vezes dirigi meus olhos com certo desprezo para Santistas e Botafoguenses da minha geração. Pobres torcedores! O orgulho que sentem pelos esquadrões do passado é quase uma maldição. Uma certeza de que seus clubes atingiram o máximo de suas conquistas em um passado que não voltará.

Eu, por outro lado, sempre olhei para o passado com olhos mais leves. Olhos de quem busca pela história e não por dias melhores.

Pura ilusão.

Todo torcedor carrega o fardo de não ter contemplado parte da história de seus clubes. Botafoguenses choram por Heleno como gregos choram por Helena. Santistas lamentam pela extinção das tabelas Pepe-Coutinho-Durval. Ah, vascaínos! Ah, se o mundo parasse nos anos 40. Flamenguistas do passado, num momento de subversão do espaço-tempo, certamemente cantariam que Didi é melhor que Etoo.

E eu carrego também a minha desilusão.

Não vi Canhoteiro. Mas o que mais me fere é saber que jamais verei Canhoteiro.

Bailarino russo, Cantilflas, peladeiro, anarquista, galhofeiro… Canhoteiro é um amontoado de predicados que não me pertencem.

E, hoje, no seu 77º aniversário só me resta lembrar melancolicamente do craque nunca conheci.

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Lendo a coletânea de crônicas "O gol é necessário" de Paulo Mendes Campos (obrigado, Bernardo!) encontrei uma definição genial sobre o que é Mané Garrincha. A definição, aliás, nem é do autor. É mais um daqueles grandes pensamentos de Armando Nogueira:

“o drible é, em essência, fingir que se vai fazer uma coisa e fazer outra; fingir, por exemplo, que se vai sair pela esquerda, e sair pela direita. Pois o Garrincha é a negação do drible. Ele pega a bola e pára; o marcador sabe que ele vai sair pela direita; o público todo sabe que ele vai sair para a direita; seu Mané mostra mais uma vez que vai sair pela direita; a essa altura, a convicção do marcador é granítica: ele vai sair pela direita; Garrincha parte e sai pela direita. Um murmúrio de espanto percorre o estádio: o esperado aconteceu, o antônimo do drible aconteceu”.

A genialidade do Mané era tamanha que a obviedade de seus dribles converteu-se num atributo positivo. É aterrador pensar que o drible estava tão acima do driblado, que enganá-lo era desnecessário. Garrincha era tão instintivo e tão imparável,  que só pode ser catalogado hoje como uma força da natureza.

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Recebi repleto de alegria a notícia de que Florentino Pérez voltou a presidencia do Real Madrid .

Não que eu seja Madrinista, mas a passagem anterior do presidente merengue faz com que eu lembre de uma época mágica, em que os maiores craques de cada posição foram contratados quase como num devaneio.

Claro que sempre se poderá argumentar que os resultados não foram satisfatórios. Mas a beleza daquele futebol era exatamente essa. Insisto, caro leitor! Não sou torcedor do Madrid! Não tenho compromisso com a sala de troféus da equipe da capital espanhola, naquela época o fascino vinha todo das belas jogadas, dos passes de primeira, dos sorrisos cúmplices entre Ronaldo e Roberto Carlos e dos inesquecíveis roulette marseille. Os jogadores se divertiam no Bernabéu, como eu não me divertiria também?

Li, alguns anos atrás, o livro White Angels do jornalista inglês John Carlin. Entre tantas passagens interessantes, temos uma entrevista com, claro, Florentino Pérez e uma das constatações do presidente madrinista é de que o Real Madrid tornou o futebol tão mágico que chegaria o dia que as traves não seriam necessárias. O espetáculo estaria além da vitória, além até do próprio jogo. O resultado é efêmero, mas a arte é eterna.

Nenhuma contratação até agora (além do treinador chileno Manuel Pellegrini), mas uma coisa é certa: os Anjos Brancos voltaram.

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O Domingo de hoje será lembrado como a despedida de Paolo Maldini, entretanto o fim da carreira do capitão milanista é mais uma triste constatação de que meus heróis estão acabando.

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Gol tem dono? É inegável que o árbitro titubeie em alguns casos. Mas ontem não foi indecisão que o juiz sentiu. O gol foi do Nilmar. Sobretudo por ter driblado meio time do Corinthians antes de arrematar; e também por tê-lo feito a partir de um lance nada promissor na intermediária. Literalmente, fez o gol, como quem extrai escultura de um bloco de mármore.

De fato, para a súmula isso não conta. Basta esbarrar na bola ao cruzar a linha para tornar-se autor, sequer a intencionalidade é requisito para uma autoria. Mas desconfio que se uma dessas pessoas, cujo dom é interpretar caligrafias, estudasse a súmula do jogo de ontem, diria que a palavra Nilmar foi escrita com admiração. Juiz também admira. Mais que todos, ele precisou notar que o jogador decidiu continuar o lance apesar da forte falta sofrida em um dos dribles. Nada mais mesquinho que cavar falta diante de uma grande oportunidade de gol. E nada mais louvável que continuar uma jogada diante de uma impossibilidade transformando-a em realidade. O gol do Nilmar não foi apenas bonito, foi um ensinamento.

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