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Archive for the ‘poemas’ Category

adeus

Houve um tempo em que jogávamos futebol na rua. Não havia aquecimento e nem preleção, mas havia discussões calorosas sobre a rodada, sobre a seleção que ainda era brasileira, deliberações sobre as camisas mais bonitas, sobre as melhores marcas de bolas e ali, sem saber, falávamos sobre a vida.

Numa dessas mesas redondas surgiu a notícia de que o Cruzeiro havia contratado o Sorin.

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Saiu no excelente Blog do Birner, mas como adiantamos o poeta e o assunto em um dia, acho que não fica feio reproduzir aqui o mesmo poema que o jornalista  publicou hoje em seu blog!

Eu sei que futebol é assim mesmo, um dia a gente ganha, outro dia a gente perde, mas por que é que, quando a gente ganha, ninguém se lembra que futebol é assim mesmo?

“Perder é uma forma de aprender. E ganhar, uma forma de se esquecer o que se aprendeu”

Carlos Drummond de Andrade

Confira o post original e outros excelentes textos clicando aqui.

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Pouca coisa podemos dizer do São Paulo nos anos sessenta. Focado em construir o seu estádio, o tricolor abdicou de títulos. Alguns chegam a dizer que o São Paulo resolveu construir sua casa diante da certeza de que seria impossível vencer o time do Rei. Seja uma seca planejada ou casual, a verdade é que foi uma boa época para investir no Morumbi.

Nesses anos cinzentos um jogador se destacou: Roberto Dias. O zagueiro oriundo das categorias de base era uma ilha de classe! Habilidoso e técnico, Dias conseguia até mesmo aplicar chapéus em Pelé… A torcida da época, certamente diferente da que hoje povoa o famoso site de relacionamentos, parecia não se importar com a impossibilidade de ganhar títulos. Os torcedores iam ver Roberto Dias jogar, aliás, iam ver o espetáculo do futebol. Antes de se tornar refém de seu próprio sucesso, a torcida São paulina amou o futebol! Pois nos anos em que cada centavo arrecadado pela equipe se transformou em cimento era isso que Roberto Dias representava: o futebol em sua essência.

Quando Dias morreu em 26 de setembro de 2007, fiz o poema que avança tristemente algumas linhas abaixo. Obrigado, Roberto!

Um poema chamado Roberto Dias.

Nos anos sem casa…

No tempo sem teto.

Nos anos de
cimento;
chumbo
e concreto.

Dias de paz…
Classe
E Roberto.

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Viver como Heleno

Houvesse um Deus no céu
eu pediria
Com toda certeza da fé:

Permita, Deus!
viver como Heleno!
Permita, Deus!
morrer como Pelé!

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A trave

O tolo tende a dizer que o futebol imita a vida. Tolice digna de um domingo na TV. O leitor deste blog, pessoa esclarecida, sabe bem que a vida copiou descaradamente o futebol.

O maior exemplo é a bola na trave.

Quando o homem inventou o futebol definiu que o sucesso estaria embaixo dos chamados três paus e todo o resto do universo, possível de ser atingido por um chute, foi definido como fracasso.

Calculem! Calculem a área de um gol e depois calculem todo o resto da criação. Sim, é constatado matematicamente que o sucesso é um possibilidade ínfima diante do fracasso. O grito de gol, maior abstração da felicidade, é palavra para boca de poucos.

Mas justamente por ser fácil errar, o fracasso não dói tanto. Se o gol é tão singular, chutar pra fora é quase aceitável. Afinal, o clichê canta que errar é humano.

Mas infeliz daquele que pensa que a vida é uma simples dicotomia.

Não, leitor! Nada disso… Cruelmente, existe a bola na trave.

Deus vem pra bater a falta pertinho da meia lua e bang! A bola beija a trave! Ela: A trave, fronteira entre o sucesso e o fracasso. Limite metálico que nos faz sentir o gosto da felicidade antes de nos mergulhar na profunda depressão.

A bola na trave é um deboche do destino. É uma garota que vem na sua direção, se aproxima dos seus lábios, faz você fechar os olhos e te beija no rosto.

Trigonometricamente, a diferença entre um chute que morre no ângulo e aquele que bate na trave é quase desprezível. Mas não se iludam! Desprezível mesmo é a bola amarga que te trai com a trave. Bola mal-amada que zomba de nós com seu capricho. bolas chutadas pra fora não ecoam na mente dos derrotados! Mas as bolas na baliza sempre geram angustiantes pensamentos do tipo “Se aquela bola entra…”, Mas a verdade é que nunca entraria. Aquela bola estava destinada a jamais entrar no gol, só que a vingativa pelota, talvez corroída pelo remorso em saber que nunca faria parte da história, resolveu rir das nossas caras.

Bola na trave!
Mãos na cabeça!
E pés,
como nunca antes,
presos ao chão.

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Um poema de atacante

ronaldo

Bola cruzada de efeito
Bola que morre no peito
Perna que vira um canhão
Zagueiro e goleiro no chão.

Bola morta na rede!
Torcida que canta contente:
“Salve-deus-nosso-senhor!
O atacante matador”

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