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Posts Tagged ‘Nelson Rodrigues’

O suicida

Cada um de nós é um suicida frustrado. E se ainda não estouramos os miolos, ou não pendemos de uma forca, não tomamos formicida, é que nos salva, sempre, em cima da hora, a nossa incorecível pulilanimidade vital. Mas, se cancelamos nosso suicídio, admiramos e, mais do que isso, invejamos o alheio. (mais…)

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Foi o Alex, não o Orkut, que me avisou. Zizinho faria aniversário no dia 14 de setembro. Com atraso, prestamos homenagem a esse jogador, que me foi apresentado por Nelson Rodrigues. De forma misteriosa e instantânea, virou meu ídolo.  Bastaram poucas linhas sobre o craque para que eu suspeitasse: no ano seguinte à sua morte, calhou no meu time um camisa dez que se encaixa milimetricamente nas descrições rodrigueanas sobre Zizinho. Prova de sua imortalidade? Hoje, muitos dizem que esse tipo de jogador está em extinção.  Estarão os imortais sempre em extinção? (mais…)

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Pré-estréia

Reta final do campeonato brasileiro. Vou falar sobre um jogo da Copa Sul-americana. E mais: sobre um jogo ultrapassado, esquecido: Atlético Mineiro X Botafogo, cumprido no Mineirão.

É minha estréia como cronista. Escolhi iniciar com um texto que envolve o clube o Atlético Mineiro. O motivo: necessidade de me apresentar. Como cronista e como torcedor, claro. Preciso me explicar.

Tricolor fanático, Nelson Rodrigues estreou no ramo das crônicas esportivas com um texto sobre o Flamengo. Ou, melhor: ele estreou, aos meus olhos, com aquela crônica. Depois de alguma procura, sempre frustrada, deparei-me com o dito texto, que, no fim, mostrou-me somente uma coisa. Imitar Nelson Rodrigues é preciso.

Estréio, então, com um texto sobre o Atlético Mineiro, mesmo correndo o risco, nessa imitação barata, de ser como a hera, que, apoiando-se em algo maior que ela para crescer, sobe até o topo da árvore, mas depois torna a descer.

Coincidentemente, não há melhor exemplo para esse dito cartesiano que um proveniente do meio futebolístico: lembram do Roma? Imitando o Romário, esse garoto conseguiu jogar no ataque do Flamengo! E mais: jogou ao lado de seu ídolo! Depois desceu.

Tostão disse que se compara, enquanto escritor, ao jogador Galeano, volante que atuou pelo Palmeiras. Foi uma comparação magistral, que enalteceu o atleta e, imediatamente, o próprio cronista: os dois cresceram juntos. Eu, por minha parte, comparo Nelson Rodrigues ao Romário. Quem sou eu? Não, não sou o Roma; tem muita árvore pra subir. E, por isso, talvez não seja preciso subir tanto logo no início. Depois posto minha estréia, assim não copio demais e vocês se poupam de mais palavras. Digamos que essa é minha pré-estréia, algo imensamente contraditório e paradoxal, pois o que se apresenta antes da estréia? Só conheço pré-estréia no cinema, para convidados. Seria esse o caso? Estou decido: semana que vem me apresento, de fato, para todo o Brasil. E Portugal também. Lá & Cá?

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