Feeds:
Posts
Comentários

Posts Tagged ‘São Paulo’

Na verdade

O Kléber não foi expulso com um minuto de jogo. Nem o São Paulo fez dois golaços depois. Na verdade, o Cruzeiro não perdeu por dois a zero no Mineirão.

A única coisa verdadeira que se viu por aí foi a vitória do Cruzeiro sobre o Velez. Posso lhes garantir, eu estava lá! Que jogo! Partida de time campeão, indubitavelmente! O resto? Mentira pura.

Leibniz falava da compossibilidade de vários mundos possíveis. E, de todas as possibilidades, realiza-se aquela melhor possível, de acordo com a bondade divina. De quebra, Leibniz inventou o cálculo infinitesimal para explicar por que o nosso mundo é este e nenhum dos outros que poderiam ter acontecido. Hoje, os matemáticos falam sobre as chances do time no campeonato. Outrora, explicavam porque um time leva a melhor sobre os outros. Pois, o Cruzeiro levou a melhor. Por quê? Porque é o melhor dos mundos possíveis. Tenho certeza.

Por isso! Por conta disso a entrevista que concedi ao Sportv hoje pela manhã não foi ao ar. Num lapso de ingenuidade, liguei para amigos, pai e mãe, anunciando que apareceria na TV. Com a promessa de aparecer em rede nacional, falei que o Cruzeiro atropelaria o São Paulo, falei de Kléber, Thiago Ribeiro. Insinuei a verdade presenciada na vitória contra o Velez. Mais uma vez omitiram a informação verdadeira.

Pena. Comemorar um título sozinho não tem a mesma graça. Qual aquele rapaz que teve a sorte e azar de perder-se com a Sharon Stone numa ilha deserta. Mais sorte que azar, convenhamos.

Anúncios

Read Full Post »

Cruzeiro e São Paulo

A ideia é escrever sobre São Paulo e Cruzeiro. Melhor, eu, cruzeirense, escrever sobre o São Paulo, e Alex, são-paulino, sobre o Cruzeiro. Enfatizo. Não como se eu fosse são-paulino, mesmo que um dia no Maracanã eu tenha querido ser. (mais…)

Read Full Post »

Trabalha. E confia?

É uma bela mulher, Alex, essa Semifinal. Não digo, seguramente, que ela está se insinuando para mim. Nesses casos um pouco mais raros finge-se não acreditar no que está diante, talvez para se eximir de grande responsabilidade. Mas também não nego que, fitando os olhos dela em busca de retorno, peguei-a olhando para você. Estou certo que nós dois temos chance; o que é uma boa coisa, em certo sentido. (mais…)

Read Full Post »

3

Por uma daquelas coisas sem explicação, os tricampeonatos parece carregar mais simbolismo que um tetra ou um penta. Aos tricampeões as taças definitivas, as estrelas na camisa, as glórias inesquecíveis.

Isso só pode acontecer num esporte onde o 10 vale mais que 100. O futebol tem sua numerologia particular.

E assim, o Tricampeonato é a santíssima trindade do futebol. O pai, o filho e o Espírito Santo.

Mas permita-me, amigo leitor, fazer uma substituição. Sai o Espírito e entra o avô. O meu avô.

Meu avô não nasceu São Paulino. Era fiel ao time que serviu como goleiro. Meu avô era torcedor do glorioso São Bento de Sorocaba.

Nunca se deixou seduzir pelos craques dos gramados da capital. Pelé? Canhoteiro? Sócrates? Pouco importava. Até nutria simpatia pelo Fluminense, mas seu coração era azul e branco.

Mas meu pai se fez São Paulino e eu, assim, nasci tricolor.

Eis que começa uma transformação. Meu avô lentamente se converte, lentamente se torna São Paulino como o filho e como o neto.

Títulos e jogadores famosos nunca seduziram Hécio Popst, a conversão se deu pelo futebol ser o que consegue unir gerações distintas.

O que no mundo tem esse poder de união? O futebol é assunto sem obsolescência. Futebol é o amor atemporal. Futebol é alemão conversando acaloradamente com o argentino. Futebol é o judeu cantando o hino abraçado com o cigano. Futebol é o neto conversando com o avô.

Meu avô virou São Paulino por desejo inconsciente de preencher essa santíssima trindade. Por amar as pessoas que o rodeavam, por saber que o elemento comum nas nossas vidas era o amor pela pelota.

Mas a bola é implacável. A bola rola como a vida.

E no dia 8 de Novembro meu avô faleceu.

O último presente que ganhei dele, 2 semanas depois do seu falecimento, foi uma toalha de 3 cores.

3 cores! Uma para cada geração.

O negro do luto;

O vermelho do riso;

O branco da paz de espírito.

Toalha tricolor que serviu de bandeira improvisada exatos 30 (3×10) cabalísticos dias depois da sua morte.

E veio Tri. Inesquecível e incrivelmente mais relevante que o hexa (3×2).

Veio o 3! Por que tudo que é relevante, caríssimo leitor, é ímpar. Como o pai, o filho e o meu Avô.

Read Full Post »